21 de abril de 2012

Medo

Sentimento impermeável
de razão invasivas
que lhe dilacera a alma
palpita exposição inegável
Explosões de mil ogivas.

rasga-lhe a pele e apela
sufoca, reprime, assusta
medo, sensação de imperfeito
fraco, sujo, tremulante sujeito
preto e branco, muda aquarela.

Medo que lhe imprime
todos os seus defeitos
no papel de culpado
julgando por todos os efeitos
seu mais sigiloso crime.

Medo que mesmo
rápido e ligeiro
permuta sensação
de angustia
solidão, medo.

Medo que destrói
e fortifica suas muralhas
limita-lhe e incentiva
a percorrer novas estradas.

Medo, medo, medo
de todos os mais sincero
a todos os mais perverso
em todos, o mais profundo segredo.

E você de quê tem medo?

Diego Anderson M'M'

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